Carvalho no seu labirinto

Montalbán

Gostei muito, como quase toda a gente, dos policiais de Manuel Vásquez Montalbán. E ainda gosto, se bem que já não me arrebatem como antes as esconsas ruas barcelonesas do Barrio Chino, a descrição pormenorizada de uma boa ensaimada, as receitas dos complexos petiscos que o detective privado Pepe Carvalho, ex-comunista e ex-agente da CIA («Yo también tuve mis ideas, pero ahora sólo me quedan una cuantas vísceras en muy buen uso»), consubstancia enquanto resolve casos singulares e confabula banalidades únicas com a puta Charo ou o inseparável Biscuter. Li-o principalmente nas sucessivas traduções da Caminho – salvo o Asesinato en el Comité Central, que comprei em trânsito e devorei certa noite de insónia num quarto de hotel – e talvez por isso tenha sentido a tentação de o revisitar ao encontrar a maior parte das suas aventuras em versões electrónicas disponíveis em castelhano. Essa língua de arestas que, apesar de catalão e de esquerda, Montalbán sempre insistiu em usar.

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