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Alguém
adverte: nunca fiques sozinha num hammam: a nhassa poderia
abrir-se, morrerias em água a ferver; há tesouros escondidos
que não deves desencobrir; há criaturas do Inferno que
passeiam, concupiscentes, de mãos nas costas. Invejo-lhes
a felicidade pueril estampada nos olhos. Não sou mais livre
do que elas. Sou prisioneira de uma cultura globalizante e tentacular.
Todas bebemos Coca Cola mas sei-me mais miserável do que elas
porque conheço o significado do progresso social a que me obrigam.
E porque, Deus me perdoe e embora seja graças a Ele, não
tenho “o privilégio da fé”. A prodigiosa que move montanhas
e aviões pilotados por terroristas suicidas. A grandiosa que
em 11 de Setembro de 2001 semeou o terror na única grande cidade,
deixando o mundo inteiro em chamas, fazendo com que, de alguma forma,
todos e sem excepção, tenhamos passado pelo Inferno.
Que a Era espiritual nos livre de lá regressar. Que o transe
espiritual por via dos cantos, das danças e da meditação
possa no mundo islâmico acabar de vez com o ortodoxo estudo
do Corão enquanto método para comunicar com Deus. Que
as mulheres possam efectivamente protagonizar o futuro dos Homens.
Elas que, naturalmente, jamais poderiam ter produzido o 11 de Setembro
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