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Breve ensaio sobre a rosa
«Não há rosas azuis!», responderam com veemência
os sábios. Então o cego deslocou-se à montanha
e colheu uma rosa azul. «Não há rosas azuis!»,
insistiram, derrubando o cego no caminho de regresso.
Já em plena praça,
foi mais uma vez sovado e expulso da cidade.
A moral desta efeméride
pode ler-se num poema realista inglês, para impressionar os apreciadores
do estilo: a rose is a rose is a rose is a rose. Ou, na melhor das hipóteses,
deve dizer-se em português que a cor de uma rosa só interessa
a um cego.
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