A Guerra Infinita
António Gonçalves
Um comentário ao livro A Guerra Infinita
de Francisco Louçã e Jorge Costa
«Quando o republicano Abraham
Lincoln foi eleito presidente dos EUA em 1864, um ano depois de ter decretado
a abolição da escravatura e já no final da guerra civil,
Karl Marx escreveu-lhe uma carta em nome da Associação Internacional
dos Trabalhadores, felicitando-o pela vitória. Recebeu a resposta
umas semanas mais tarde, assinada por Francis Adams, Secretário de
Estado, declarando a universalidade dos princípios da justiça
e da cooperação entre os povos: “O governo dos
EUA tem plena consciência de que a sua política não
é, nem deve ser em nenhum momento, reaccionária. Mantemos
a nossa orientação de sempre, isto é, abstemo-nos de
qualquer propaganda e intervenção ilegal no estrangeiro. Os
nossos princípios ditam-nos a necessidade de aplicar a mesma justiça
a todos os seres humanos e a todos os Estados, e contamos com as consequências
benéficas dos nossos esforços para obtermos assim o apoio
dos nossos concidadãos e o respeito e a amizade do mundo inteiro”».
Revendo-se
nesta afirmação de princípios, é, deste modo,
que Francisco Louçã e Jorge Costa dão as boas vindas
aos leitores de “A Guerra Infinita”. Esta sedutora declaração
da Administração de Abraham Lincoln cola-se desde início
do livro à nossa memória e interpela-nos a cada virar de
página. Servindo de matriz à perspectiva política
e às convicções dos autores, ela serve, ao mesmo
tempo, de contraponto ao que tem sido a prática da moderna política
externa norte-americana. Será ainda, numa outra leitura possível,
uma forma de, à partida, exorcizar qualquer imputação
de anti-americanismo.
Ambos dirigentes com elevadas responsabilidades
no Bloco de Esquerda, e conhecidas como são, sobre este tema, as
posições do Movimento, ninguém esperará, deste
trabalho, uma atitude distanciada e/ou menos comprometida. Neste livro de
114 páginas, Francisco Louçã e Jorge Costa expõem,
com uma coerência e um rigor cirúrgicos, as razões que
justificam a recusa desta e de outras guerras vindas de quem afirma que
«a missão da América consiste em assegurar que nenhuma
outra super-potência possa emergir no resto do mundo. Poderemos consegui-lo
convencendo todos os restantes países industriais avançados
de que os EUA defenderão os seus interesses legítimos e mantendo
um potencial militar suficiente. Os EUA deverão instaurar mecanismos
a fim de dissuadirem os concorrentes potenciais de procurarem ter a pretensão
de desempenhar um papel regional mais importante ou um papel mundial».
(1) Perante o novo conceito de defesa dos EUA, segundo esta “nova
ordem” que quer governar o mundo e impor a democracia americana à
força de mísseis, não haverá qualquer diferença
entre a guerra no Iraque, a do Afeganistão, a do Kosovo ou a do Vietname.
Todas, descontado que deve ser o recurso aos hipócritas argumentos
humanitários, foram desencadeadas por razões da afirmação
militar imperialista. Em última análise, e porque pretendendo
ditar quem manda através da exibição do arsenal bélico
em actividade, todas são preventivas, ilegítimas, uma ameaça
à diversidade política, e, em suma, terroristas.
“A Guerra Infinita” não
trata, ou não trata apenas, do conflito no Iraque. Trata da exposição
documentada da estratégia de poder do Império, desde Monroe
até Rumsfeld, Dick Cheney, Wolfowitz... Trabalho militante - o livro
foi escrito, em tempo recorde, entre fins de Fevereiro e princípios
de Março - , empenho por uma causa, dever cívico, “A
Guerra Infinita” é um manifesto contra o Império e contra
uma guerra há muito desenhada. Que não se iniciou em Fevereiro
de 2003, mas cujo trajecto de traição aos princípios
defendidos por Lincoln, se iniciou há muito e, na opinião
dos autores, só será finita com a força do movimento
social global, a superpotência da modernidade. (2)
Pode retirar-se destas observações a conclusão de
que, do ponto de vista das ideias, nada de novo desabrocha em “A
Guerra Infinita”, o que não é de todo verdadeiro.
Francisco Louçã e Jorge Costa vão mais longe que
a mera resposta - que também o é - aos analistas e editorialistas
acossados que, a propósito do conflito no Iraque, vêem anti-americanismo
em cada manifestação de autonomia intelectual. E, por isso
também, é de saudar o acto de irreverência dos autores.
Numa altura em que a propaganda e a desinformação são
tão intensas, faz falta a publicação de obras assim
assumidas e com a mesma coerência. Observadores atentos do que se
passa no mundo, não lhes escapam as novas ideias sobre a caracterização
do imperialismo do século XXI. E discutem-nas. Insistindo no seu
ponto de vista sobre a análise que fazem do imperialismo, e sobre
a intervenção da Administração norte-americana
na política mundial, abrem uma promissora discussão relativa
às teses, que contestam, do livro Império, de Michael Hardt
e Antonio Negri. É essa réplica - a parte do livro, quanto
a nós, mais estimulante do ponto de vista do debate das ideias
- que a ZN propõe à atenção dos leitores.
(1) Do relatório sobre o final do século, de Dick Cheney
para Bush Sénior
(2) É verdade que uma das características mais nobres do
“movimento dos movimentos” é o seu pluralismo, a sua
diversidade. Falta, porém demonstrar em que medida é que
essas qualidades superam os defeitos da confusão. A confiança
que os autores depositam na compota tutti fruit – anarquistas neo-radicais
anti Mac Donalds, nacionalistas, sindicalistas do século XX, feministas,
ecologistas, esquerdistas post-modernos, um conjunto de ideologias que,
quantas vezes, se fundam em interesses antagónicos - é uma
verdadeira profissão de fé.
12-04-2003

Império sem imperador?
Francisco Louçã e Jorge Costa
Extracto
de A Guerra Infinita (Porto, Afrontamento,
2003)
O Império não é só
visto do lado de Washington e de outros potentados. No campo da crítica
e da alternativa, ergue-se um poderoso movimento pela globalização,
favorecendo as políticas da solidariedade e contestando a guerra
infinita. Um dos contributos mais úteis para essa reflexão
e acção é o do livro "Império",
de Michael Hardt e Antonio Negri (1).
Hardt
e Negri defendem três teses essenciais. A primeira: que o tempo
do imperialismo passou, e que deu origem a uma nova forma de poder em
rede mundial, a que chamam o Império. A segunda: que o capitalismo
se desenvolveu, expandindo-se na mercantilização de múltiplas
formas de relação social, através do que chamam a
biopolítica - toda a vida é mercado. A terceira: está
a surgir um novo protagonista, um sujeito social decisivo para a transformação
mundial, que é a multidão.
Na nossa opinião, a segunda tese é
muito importante para perceber o que realmente muda no capitalismo realmente
existente. Foi o que argumentámos neste livro até aqui:
a globalização neoliberal armada é o resultado de
um extraordinário processo de resposta à crise que lavra
desde 1973 - que começou por ser uma crise petrolífera e
que continua agora com uma guerra petrolífera - e que impõe
a rentabilização de actividades que estavam fora do mercado.
Para sobreviver, o capitalismo tem que crescer. É assim que a privatização
de serviços sociais essenciais ou da cultura atingem alguns dos
fundamentos do contrato social do século XX: a saúde ou
a educação são dos cenários desta guerra económica
em que se criam mercados não mercantis, porque totalmente dominados
pela oferta, de tal modo que a procura se lhe adapta. Por exemplo, a rentabilização
da saúde corresponde a uma estratégia em que o cidadão,
detentor de um direito, é desvalorizado ao ponto de passar a ser
um cliente que não pode contestar nem o preço nem a qualidade,
porque o consumo, a utilização do serviço de saúde,
é incompressível.
Do mesmo modo, a privatização
de serviços públicos, água, energia, sistemas de
crédito ou de seguros, comunicação, transportes,
a educação, pensões de reforma, é uma declaração
de guerra contra o princípio da responsabilidade colectiva das
sociedades, que estabelecia que os direitos individuais, que garantiam
o acesso à igualdade de oportunidades, eram suportados por uma
responsabilidade de todos. Entretanto, não é essa a única
das grandes transformações da economia contemporânea:
enquanto se mercantiliza o mundo, generaliza-se o trabalho dependente
e aumenta em paralelo a dimensão do trabalho imaterial. Assim sendo,
e é a consequência deste movimento, também cresce
o peso do trabalho subordinado entre a população mundial:
esse é o proletariado, "todos os que estão subordinados,
explorados e produzindo sob o comando do capital", escrevem Hardt
e Negri (p.227).
O capitalismo é tanto mais agressivo
quanto é mais capitalista, é tanto mais totalitário
quanto o mundo inteiro é o seu negócio. É nesta deriva
que encontramos as razões para que direcções fracas,
como a de Bush, estejam à cabeça de poderes absolutamente
fortes, como o da hiper-potência militar dos EUA. A guerra infinita
é somente o argumento para a pilhagem de recursos e para a lei
da força total.
Mas é precisamente por esta razão
que discordamos da primeira tese de Hardt e Negri, sobre a extra-territorialidade
do Império sem pátria. Deixemos-lhes a palavra:"o Império
não estabelece um centro territorial de poder, e não se
baseia em fronteiras fixas ou barreiras. É um aparelho de comando
descentrado e desterritorializado que incorpora progressivamente todo
o reino global dentro das suas fronteiras abertas e expansivas" (p.5).
Ou ainda, mais claramente: "Os EUA não podem e nenhum Estado-Nação
pode hoje constituir o centro de um projecto imperialista. O imperialismo
terminou. Nenhuma nação será líder mundial,
como o foram as modernas nações europeias" (p.6). Numa
palavra, já passou o tempo em que a Grã-Bretanha era o império
dominante, o século XIX, ou depois os Estados Unidos, o século
XX. O imperialismo terminou?
Os autores reconhecem, no entanto, que os
EUA têm ainda uma "posição privilegiada"
(p.152), ou que "no cume da pirâmide há uma superpotência,
os EUA, que possuem a hegemonia do uso mundial da força" (p.267).
Mas, insistem, o Império é um "não-lugar"
(p.168), e nem os EUA podem constituir o seu centro. A partir daqui, o
livro insinua explicações, mas fica por saber como, quando,
de que forma é que se passou para esta nova forma de soberania
do mundo, dado que o imperialismo se baseava em Estados-Nação
poderosos com as suas colónias ou zonas de influência, enquanto
que o Império, unificado, representaria segundo Hardt e Negri a
coesão absoluta de um espaço de direito e de poder, em que
o Estado desaparece sob o domínio das grandes empresas todo-poderosas,
"o Estado foi derrotado e as grandes empresas governam a Terra"
(p.283).
Há duas justificações
possíveis para esta revolução desconhecida. Uma é
que a constituição do Império se faz em termos puramente
jurídicos, sem linhas de clivagem demarcadas, como se ONU fosse
o seu berço, o "centro de produção normativa
que pode desempenhar um papel jurídico soberano" (p.22), que
legitima esse novo poder mundial. Não é convincente. A explicação
contradiz a realidade que se observa: a ONU é desvalorizada e secundarizada
pela afirmação do Império, dado que a soberania da
guerra infinita pressupõe a libertação da teia de
compromissos institucionais herdados da anterior guerra mundial e não
a sua confirmação. É George W. Bush, e não
Kofi Annan, quem chefia o Império.
A segunda explicação para o
surgimento deste novo poder imperial sem pátria, tal como os autores
o descrevem, é ainda mais surpreendente. Foram os próprios
movimentos sociais quem produziu este monstro: foi a multidão quem
precipitou a criação do Império, como resposta às
lutas contra as máquinas de poder (p.39). O Império seria
a consequência das lutas do século XX, da revolução
de 1917 até às lutas dos anos 1960 a 1989, quando cai o
Muro (p.343).
O Império, um "não-lugar",
foi criado pelos seus inimigos, escrevem. É difícil de aceitar.
Tanto mais que, se o curso da guerra infinita prova alguma coisa, é
que o Império tem Imperador, que existe um centro, que é
por isso mesmo que resistem algumas forças de impérios secundários
ou de potentados regionais menos poderosos, que a ONU é marginalizada
como decisora e como produtora de Direito Internacional. É ainda
evidente que os Estados se posicionam no tabuleiro da guerra do Iraque
em função da protecção que garantem às
suas mega-empresas: Aznar com a Repsol, Chirac com a Total Fina Elf, Putin
defendendo os seus contratos com Saddam - mas todos esses governos têm
autonomia em relação às empresas, porque representam
interesses estratégicos mais vastos. Os Estados existem, o Império
ainda não é único. Não é único,
mas tem um lugar e um centro: o atentado terrorista que teve como alvo
Nova Iorque em Setembro de 2001 e a guerra, desde então, são
os mais dramáticos dos desmentidos que a tese de Hardt e de Negri
poderiam sofrer. Os factos contradizem-nos brutalmente.
E é a ambiguidade
sobre o papel constitutivo do Direito Internacional na nova ordem que
leva os mesmos autores a considerarem que as operações militares
norte-americanas podem ter um papel positivo ou pelo menos indispensável.
Assim, escrevem que "a importância da guerra do Golfo baseia-se
principalmente no facto de que apresentou os Estados Unidos como a única
potência capaz de aplicar a justiça internacional, não
em função das suas próprias motivações
nacionais mas em nome do direito global" (p.151).
Mais, esse direito é uma necessidade,
antes a intervenção do que a ausência, segundo os
autores: "Do mesmo modo que, no século I da era cristã,
os senadores romanos pediram a Augusto que assumisse os poderes imperiais
(...) hoje as organizações internacionais (as Nações
Unidas, as organizações monetárias internacionais
e até as organizações humanitárias) pedem
aos EUA que assumam o papel central da nova ordem mundial. Em todos os
conflitos regionais dos fins do século XX, desde Haiti até
ao Golfo Pérsico e desde a Somália até à Bósnia,
os EUA foram convocados a intervir militarmente e estamos a falar de pedidos
reais e substanciais, não de meros truques publicitários
destinados a acalmar a crítica pública norte-americana.
Mesmo quando tivessem hesitado em tal intervenção, os militares
norte-americanos teriam tido que responder a esses requerimentos em nome
da paz" (p.152). Em nome da paz, da Somália à Bósnia,
do Haiti ao Golfo Pérsico, em nome das organizações
internacionais e até as organizações humanitárias,
os novos senadores pedem a Augusto que assuma os poderes, mesmo que Augusto
seja um "não-lugar". Ao verem a árvore, a justificação
argumentada para cada acção militar, os autores esquecem
a floresta, o Império.
A terceira tese de Hardt e Negri é
a menos definida. Convocam a multidão para construir um contra-Império,
a partir do esforço interno, pois é preciso "empurrar
através do Império para sair pelo outro lado" (p.181-2).
Propõem assim a unificação entre o novo sujeito,
a multidão, e o seu objecto, a libertação cosmopolita
na pós-modernidade. Os métodos são os que vierem
a ser: a deserção da soberania por via do nomadismo, a emigração
da "multidão móvel para alcançar a cidadania
global". Quem é a multidão, há-de-se ver. Será
"o pobre [...] destituído, excluído, reprimido, explorado
- e continua a viver! É o denominador comum da vida, a fundação
da multidão" (p.134).
O pobre é um grupo demasiado desprotegido,
demasiado heterogéneo, e certamente ainda excluído do protagonismo
da luta social, para se antecipar que possa conquistar agora a centralidade
que constitua a multidão como sujeito político autónomo.
Essa centralidade depende da criação de um movimento com
objectivos, com identificação, com modos de actuação
que o posicionem num confronto para posições de poder. Não
há luta pelo poder sem continuidade, e reduzir a política
ao simples evento implica abdicar de questionar o poder que existe. Por
outro lado, a multidão são muitas: a do povo de Seattle
ou do Forum Social Mundial de Porto Alegre, a dos que choraram os sepultados
nas Torres Gémeas, as que estão em peregrinação
em Meca, as que se juntam no Sambódromo, as que se revoltam na
Argentina saqueada pelo FMI e pela corrupção política.
A multidão é um acontecimento, e não uma coerência
de acção social.
Hardt e Negri antecipam estas dificuldades
e a ambiguidade de uma estratégia assente na revelação
da multidão, e declaram então que é o "militante
quem expressa melhor a vida da multidão" (p.355): na falta
de uma simbologia colectiva para a multidão, fica o espírito
persistente do indivíduo e, na falta de uma identidade grupal,
fica a sobre-ideologização do militante. E dão dois
exemplos desses militantes do novo tempo: os sindicalistas norte-americanos
do princípio do século XX, do IWW, Industrial Workers of
the World, um sindicato libertário que conduziu heróicas
greves, e São Francisco. Serão profetas, certamente, mas
são-no num mundo que já passou.
Aqui está a contradição: um Império
sem centro que não tem nada para trás. Militantes de um
tempo novo que são os que vêm do anterior. Intervenções
militares concretas em nome da paz. Um Direito Internacional que supera
os imperialismos. Com tudo isto, o "Império" de Hardt
e Negri é um lugar sem teoria do confronto. E, na nossa opinião,
é essa estratégia da resposta e do confronto que faz falta
à esquerda socialista moderna. Ao contrário de Hardt e de
Negri, pensamos que a luta contra a guerra infinita é a oposição
ao centro do Império, e será nessa oposição
que se formarão novas definições na esquerda, novas
dinâmicas sociais, novas aprendizagens, novas alianças e
mesmo novos movimentos políticos globais.
O Império, o que está por cima
de nós, constrói-se em dois pilares. Em primeiro lugar,
a força económica da liberalização, o mundo
é a mercadoria última. O controlo estratégico, porque
só ele consolida a subordinação económica
e a submissão política, em segundo lugar. Mas, para isso,
precisa também de um terceiro pilar, o poder da hegemonia, da comunicação,
da imaginação, da sedução: "O poder absoluto
não está em presidir a partir da Casa Branca, nem em proceder
à abertura de um Parlamento sentada num trono, mas em reinventar
o mundo para toda a gente, dando-lhe os sonhos que se queria que as pessoas
sonhassem" (Gore Vidal, "Império"). Reinventar o
mundo, agora pela força das armas, é o sonho da guerra infinita.
(1) O livro está disponível online em www.chilevive.cl.
Michael Hardt é professor de filosofia numa universidade norte-americana
e António Negri é um dos mais destacados filósofos
italianos e, acusado de impulsionar actividades terroristas, foi condenado
a uma pena de prisão. Eleito deputado, obteve imunidade parlamentar,
mas acabou por se refugiar em França. Recentemente, voltou a Itália,
onde cumpre uma pena reduzida e em regime aberto, tendo continuado a publicar
intensamente sobre temas diversos.
Título:
A Guerra Infinita
Autores: Francisco Louçã e Jorge Costa
© 2003, Francisco Louçã, Jorge Costa e Edições
Afrontamento
Edição: Edições Afrontamento/Rua Costa Cabral,
859 / 4200-225 Porto
Capa: Fotografia de Alexandre Almeida
ISBN: 972-36-0652-6
Depósito legal: 192947/03
12-04-2003

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