Edição Final: 1 de Outubro de 2003
 
DESACTIVADO

NOTA BREVE
O FIM DE UM PERCURSO

Comunicamos a todos os leitores o fim da revista digital ZonaNon (ZN), e também, de alguma forma, o termo da experiência de intervenção crítica, na área do digital, iniciada em Março de 1996 com a NON!, e ininterruptamente mantida até Agosto deste ano. Existem dois motivos fortes para esta decisão... >>


IDEIAS
George Orwell:
Anatomia do fanatismo e do ódio

Leonidas Donskis

Tendo sacrificado a fé, a história e a cultura, à glória dos fantasmas da imaginação perturbada, iremos acabar num terrível travesti de Verdade, Liberdade, Igualdade e Justiça. >>


ACTUAL
Tempos livres?
Quem os quer?

António Pinto Ribeiro

Vamos pôr as coisas deste modo: Como ocupar os tempos que transcendem o tempo de trabalho? De que modo podemos tirar benefícios destes tempos, sem os embuír daquela mesma “lógica” que preside à organização das férias? >>


ACTUAL
Depois da Guerra

Francisco Férnandez Buey

Nos debates recentemente verificados entre grupos, organizações e pessoas que mais activamente intervieram no movimento contra a guerra no Iraque foi possível vislumbrar um certo desencanto. Razões existirão, certamente.  >>


IDEIAS
A ilusão afectiva
na sociedade da propaganda

Regina Weber

Cansada de ouvir dizer que prefere fazer amor a sexo, descobrindo que os efeitos da maternidade eram mais uma situação do que uma condição natural, a vanguarda feminina foi para o ataque. >>


ARTES
Atlântico
Maria João Cantinho

O texto de Pedro Rosa Mendes e a montagem fotográfica de João Francisco Vilhena são bem mais que um romance fotográfico, no sentido em que convocam o leitor para a partilha de um encontro". >>


ARTES
Ofensiva
Sarah Adamopoulos

Fogo em Lisboa, de Leonel Moura, é mais do que um pequeno romance que se lê numa viagem de Lisboa ao Porto. É um statement. É uma ofensiva. Como escreveu o autor: "Passemos então à ofensiva e deixe-se para os outros a vocação da resistência". >>

 

 

IDEIAS
Da inquietaçáo
à melancolia

Ivonaldo Leite

Algures no lado espanhol da fronteira entre França e Espanha, num dia qualquer de 1940, um grupo de intelectuais alemães, fugindo da Gestapo, viu-se impedido de prosseguir o seu itinerário. >>


ACTUAL
O chimpanzé, nosso irmão

Urariano Mota

Com os seus compridíssimos braços, entre olhinhos buliçosos, advertir-nos-ia: - Eu, se escrevesse estas linhas, não diria aquilo que você disse. Contra ge0nes e bananas não há argumentos.  >>


ACTUAL
Talvez um par de estalos

Sarah Adamopoulos

Convém reflectir sobre as motivações que levam uma mãe a pôr os filhos a render nos plateaus das produtoras de programas e anúncios de televisão. É que enquanto as crianças se distraem a fazer televisão, faltam à escola. E as professoras até nem se importam! >>

ARTES
Balzac:
o charme nada discreto
de um burguês

Helena Vasconcelos

Na verdade, “A Comédia Humana”, com os seus 3.500 personagens, onde até estão incluídos alguns animais, é um monumento desmesurado e avassalador no qual, como observou Baudelaire, até "os porteiros são génios”. >>


ARTES
Fernando Echevarría
ou a busca do ser

José Fernando Guimarães

Trata-se de uma poesia que não ancora na realidade. Esta, ainda que presente e omnipresente, não é a realidade que vemos, que sentimos, que tocamos, que cheiramos, não é uma realidade que provenha dos sentidos. >>


ACTUAL
Remédio mortal

Michel Lotrowsk

Só neste dia cerca de 19 mil pessoas morrerão de doenças infecciosas que têm tratamento, mas que, devido aos altos custos, não estão acessíveis. São 6 mortes a cada 30 segundos. Ao todo, 14 milhões deverão morrer este ano. >>


IDEIAS
Cidades
Leonel Moura

Do alto, a paisagem diversificada. Mas aqueles que estão em baixo, nos vales fundos ou nas planícies estéreis, não têm ponto de referência, não lhes chega o odor civilizacional. Vegetam no mais profundo abandono e miséria. >>


ARTES
O absurdo
da condição humana

Pedro Maciel

O absurdo em Camus é apenas o princípio do método, ponto de partida para narrar as desventuras do homem do século XX. E a obra uma exemplar manifestação da consciência crítica deste século. >>

 

 


 
1968 - Koudelka (fragmento)

Desenho de António e Leonor Carvalhal
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C I D A D A N I A

As brigadas internacionais estão de volta. Sem ideologia, sem violência, sem silêncios. E tendo como única arma de combate o testemunho atento, independente e dissuasor, perante actos de violência perpetrados contra os direitos humanos. A Peace Brigades International, fundada em 1981, envia equipas de voluntários para áreas de repressão ou conflito, dedicando o seu esforço, in loco, ao apoio de activistas e organizações de defesa dos direitos humanos. Por um humanitarismo universal e não armado.

PBI



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